RESPOSTA

O que é um sistema legado?

Revisado em · Revisado por Paulo Pierrondi, fundador.

Um sistema legado, no Legacy Exit, é a aplicação ou o processo que ainda executa a operação viva. Ele recebe uma entrada, aplica uma regra e produz uma saída de que o negócio depende. É o sistema atual que continua no comando enquanto um substituto ainda não foi aprovado. Pode ser um portal interno, uma planilha com macro, um fluxo de aprovação por e-mail ou uma aplicação inteira. Também pode ser o registro oficial de estado crítico, como ERP, core bancário ou prontuário. Nesse caso o núcleo não é o primeiro alvo: o trabalho em volta, como conferência, conciliação, roteamento e relatório, é que entra no recorte. O risco de desligar esse sistema não está na tecnologia nova. Está em descobrir tarde que a aplicação antiga fazia algo que ninguém documentou. O manual descreve uma parte. O código, os parâmetros, os logs e a prática da equipe descrevem o resto. Regra que não foi escrita não entra no contrato de equivalência, e o que fica fora do contrato vira surpresa no cutover. Dá para aposentar um sistema legado sem documentação, desde que o comportamento seja reconstruído a partir de entradas e saídas reais antes do corte. Manter o sistema também tem custo, e esse custo não é uma linha só de orçamento. A conta da operação soma licença ou contrato de suporte, horas do time em sustentação, concentração de conhecimento em poucas pessoas, exposição de segurança de código sem atualização e custo de oportunidade do que o time deixa de entregar. O número que decide é o da própria operação. Um percentual genérico de mercado não substitui orçamento, horas e risco observados. O caminho de saída não é reescrita big-bang. Legacy Exit retira um processo por vez, com prova, não com fé. O primeiro recorte é um processo recorrente, com regras estáveis e entradas e saídas comparáveis. A aplicação inteira só entra quando os processos críticos já podem ser comparados e revertidos. Antes de medir, o Equivalence Contract fica fechado. Ele fixa campos, tolerâncias, blockers e as exceções que uma pessoa pode aprovar com dono, justificativa e validade. Não é um percentual genérico de acerto. Uma diferença pequena pode ser material. Uma diferença grande de formatação pode ser irrelevante. No dual-run os dois recebem as mesmas entradas, produzem saídas comparáveis e o substituto não tem efeito em produção. A escrita fica desligada. O sistema legado continua em comando, como operação viva, e o candidato roda ao lado, em sombra. Cada divergência recebe uma classe — blocker, material, cosmética, erro do legado ou exceção aprovada — antes de qualquer taxa agregada. Exceção sem dono continua blocker. Exceção aprovada entra no Evidence Pack com dono, justificativa e validade. O Evidence Pack é o dossiê que sustenta a decisão de desligar o processo. Reúne o que foi comparado, onde houve divergência, quem aceitou a exceção, como o rollback foi ensaiado e por que a decisão final se sustenta. Inclui as aprovações com nome, papel e data, inclusive a autorização final do corte. O pacote nasce da Trilha. Números agregados sem período, divergência sem classificação e aprovação sem nome não formam evidência. O cutover é o momento posterior em que a operação deixa o sistema legado e passa ao agente governado. Não é o dual-run e não é a reescrita. A autorização é humana. O agente não desliga o legado sozinho. Produção, acesso privilegiado, dinheiro, exclusão e o corte esperam uma pessoa. O rollback entra antes do corte. O plano está pronto quando o retorno foi ensaiado, os acessos funcionam e a decisão tem dono. Freio e rollback não são a mesma saída. O Freio interrompe a execução nova. O rollback restaura a operação anterior e reconcilia o estado. Se a equivalência não fecha, o resultado válido é não cortar. Descobrir isso antes do desligamento é controle, não fracasso. Sem acesso confiável, equivalência, aprovação ou rollback, o porte cai ou o caso é recusado. O agente não finge substituir um registro oficial de estado crítico. O desligamento também não apaga as obrigações sobre os dados. Antes do corte, o dado histórico precisa de retenção, de um destino de leitura que não dependa da aplicação antiga e de descarte registrado do que perdeu a finalidade. Migrar tudo para o sistema novo raramente é a resposta. O template do contrato e o template do Evidence Pack estão no site. O pack sandbox é fixture e não é case de cliente. Nada disso substitui a aprovação humana do corte.

Passo a passo

  • Classifique o sistema: ele executa uma regra sobre dado que mora em outro lugar, ou guarda estado crítico como registro oficial.
  • Observe o que ele faz de verdade — entradas, saídas e regras escondidas — e não só o manual.
  • Feche o Equivalence Contract antes do dual-run: campos, tolerâncias, blockers e exceções com dono.
  • Rode o substituto em paralelo, em sombra, sem efeito em produção, e classifique cada divergência.
  • Corte só com aprovação humana, rollback ensaiado e Evidence Pack; se a equivalência não fecha, não corte.

Como um agente faz isso

Na AgenticosCore, o sistema legado segue em comando enquanto o Paralelo compara o agente governado. A Trilha registra cada comparação. As Regras da Casa impedem avançar fora do contrato, e o Freio interrompe a execução nova. O cutover permanece bloqueado até o ensaio de rollback e as evidências entrarem na Trilha.

Perguntas frequentes

Sistema legado é a aplicação inteira?

Não necessariamente. Pode ser um processo recorrente dentro ou em volta da aplicação, um portal interno, uma planilha com macro ou um fluxo de aprovação. A aplicação inteira só entra quando os processos críticos já podem ser comparados e revertidos.

O dual-run desliga o sistema legado?

Não. Durante o dual-run o legado continua operando e o substituto não tem efeito em produção. O desligamento é o cutover, com aprovação humana, rollback ensaiado e Evidence Pack.

Fontes primárias